A vida nas Naus
Nos
navios dos descobrimentos havia uma equipa que era composta pelo capitão, o
piloto e o sota-piloto, o mestre e o contramestre, o marinheiro, o grumete, o
guardião, o trinqueiro, o mestre bombardeiro e o bombardeiro, o capelão, o
escrivão, o despenseiro, o carpinteiro, o cirurgião e os barbeiros.
O capitão era responsável
pelo comando e disciplina do barco, o piloto e o sota-piloto eram encarregados
da orientação da navegação, o mestre e contramestre eram quem dirigiam os marinheiros e os
grometes, o marinheiro assegurava o serviço à navegação e as manobras do navio,
os grumetes tinham o trabalho mais pesado, o guardião disciplinava os serviços
dos grumetes, o trinqueiro reparava as velas do navio, o mestre-bombardeiro fabricava a pólvora e
comandava os bombardeiros e os
bombardeiros reparavam os canhões, o capelão revelava a espiritualidade dos
tripulantes, o escrivão escrevia como tinha sido a viagem, o despenseiro
controlava os mantimentos e as rações do navio, o carpinteiro arranjava os
estragos do navio, o cirurgião geria as caixas de botica e cuidava dos
tripulantes e o barbeiro cortava o cabelo, a barba e até tirava dentes.
Antigamente, antes de
sair os navios carregavam-se com alimentos para alguns meses como por exemplo:
água, vinho, feijão, grão-de-bico e muitos outros.
As doenças que
habitualmente se apanhavam no navio eram as doenças das gengivas, à qual se
dava o nome de escorbuto e as doenças pulmonares.
Quando havia tempestades
eles pediam a Deus para acalmar aqueles ventos e chuvas que eram um terror.
Nos raros tempos livres
jogavam os dados e outros jogos de azar.
As paragens eram feitas
nas praias e eram aproveitadas para matar ratos e insetos e usavam fumo de enxofre ou de alcatrão para desinfetar as
naus.
Juliana Casadouro

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