quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A vida nas Naus ( Texto de Juliana Casadouro)



















A vida nas Naus
Nos navios dos descobrimentos havia uma equipa que era composta pelo capitão, o piloto e o sota-piloto, o mestre e o contramestre, o marinheiro, o grumete, o guardião, o trinqueiro, o mestre bombardeiro e o bombardeiro, o capelão, o escrivão, o despenseiro, o carpinteiro, o cirurgião e os barbeiros.
O capitão era responsável pelo comando e disciplina do barco, o piloto e o sota-piloto eram encarregados da orientação da navegação, o mestre e contramestre  eram quem dirigiam os marinheiros e os grometes, o marinheiro assegurava o serviço à navegação e as manobras do navio, os grumetes tinham o trabalho mais pesado, o guardião disciplinava os serviços dos grumetes, o trinqueiro reparava as velas do navio, o  mestre-bombardeiro fabricava a pólvora e comandava os  bombardeiros e os bombardeiros reparavam os canhões, o capelão revelava a espiritualidade dos tripulantes, o escrivão escrevia como tinha sido a viagem, o despenseiro controlava os mantimentos e as rações do navio, o carpinteiro arranjava os estragos do navio, o cirurgião geria as caixas de botica e cuidava dos tripulantes e o barbeiro cortava o cabelo, a barba e até tirava dentes.
Antigamente, antes de sair os navios carregavam-se com alimentos para alguns meses como por exemplo: água, vinho, feijão, grão-de-bico e muitos outros.
As doenças que habitualmente se apanhavam no navio eram as doenças das gengivas, à qual se dava o nome de escorbuto e as doenças pulmonares.
Quando havia tempestades eles pediam a Deus para acalmar aqueles ventos e chuvas que eram um terror.
Nos raros tempos livres jogavam os dados e outros jogos de azar.
As paragens eram feitas nas praias e eram aproveitadas para matar ratos e insetos e usavam fumo de enxofre ou de alcatrão para desinfetar as naus.

Juliana Casadouro